A advogada Taynara Trindade, que foi presa sob suspeita de furtar uma bolsa com joias e relógios, publicou nos stories do Instagram, nesta quinta-feira (17), relatando o que passou no dia da prisão. “Policial colocou a arma no meu rosto, me chamou de vagabunda”, disse ela.
Ainda segundo Taynara, mesmo sendo advogada, ela não teve o direito de falar. “Não tive direito de ser ouvida”, afirmou e completou: “Naquele momento, não tive oportunidade de falar e nem de ver os vídeos.”
A advogada foi presa sob suspeita de furtar uma bolsa com joias e relógios. Ela afirma que é inocente e que malas parecidas causaram confusão. O caso aconteceu na noite de terça-feira (15/4), em um hotel de luxo em Goiânia. A advogada foi liberada horas após ser detida e argumentou que se confundiu e pegou a bolsa errada.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem deixa uma bolsa no sofá onde Thaynara estava sentada, falando ao telefone. Minutos depois, ela se levanta e pega a bolsa. A advogada afirmou que acreditou que o objeto era uma das malas do companheiro, que havia acabado de chegar de Londres.
Segundo ela, o companheiro trouxe bagagens pretas e marrons, semelhantes à que foi deixada no sofá da recepção. “As malas estavam todas misturadas, e eu, de costas, peguei o que achei que fosse dele. A intenção nunca foi pegar algo de outra pessoa”, disse.
A bolsa foi levada para o quarto e deixada sobre a mesa. O casal saiu para jantar e, ao retornar, foi surpreendido pela polícia. Ambos foram presos, mas liberados após audiência de custódia. O juiz entendeu que não houve intenção de furto e determinou o relaxamento da prisão.
Na decisão, o magistrado também apontou falhas na condução do caso, como a ausência das imagens nos autos, mesmo já estando disponíveis. O caso foi encaminhado à Corregedoria para apuração.
Algemada e humilhada
Taynara relata que, durante a abordagem, foi algemada por cerca de 30 minutos, ainda de pijama, e impedida de acionar a Ordem Advogados do Brasil de Goiás (OAB). Ela diz que foi ofendida verbalmente e afirma que ainda tenta processar tudo o que aconteceu.
“Fui xingada de ‘vagabunda’, me senti violada dos meus direitos. Esse ‘delegado canetinha’ [Humberto Teófilo], que nem era o delegado responsável, me desrespeitou como mulher e profissional, expôs meu nome e imagem sem saber dos fatos e forneceu imagens picotadas das câmeras de segurança para mídia a fim de fazer polêmica com fins eleitoreiros. Quis engajamento político, mesmo que isso custe a honra de alguém”, disse a advogada muito abalada com a situação.
De acordo com o juiz, foi determinada a comunicação à Corregedoria da Polícia Civil para apuração de possível infração funcional do delegado responsável pelo caso, que, mesmo ciente da existência das imagens do circuito interno do hotel, não as apresentou.
*Portal Mais Goiás
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